Drummond do Rio

             As sugestões a seguir visam aguçar a criatividade dos parceiros docentes, a fim de expandir horizontes e perspectivas no ambiente escolar.
               É Carlos Drummond de Andrade. Literatura brasileira de qualidade.
               Depois é só escolher os poemas e acolher as dicas. Use e abuse. Invente e mude.
               Até onde pode ir a sua sala de aula?


Campanha Drummond
Preservação aos monumentos da cidade

             Vandalismo recorrente. A estátua em homenagem a Carlos Drummond de Andrade sofre com ataques frequentes. Será que essas pessoas sabem quem é Drummond? 




(Campanha lançada em redes sociais)


            É muito importante oferecer ao aluno a oportunidade de ler autores consagrados da nossa Literatura. 
            Fazê-los pesquisar sobre Carlos Drummond de Andrade. 

  1. Quem foi? 
  2. Onde nasceu? 
  3. Onde viveu? 
  4. O que fazia para viver? 
  5. Qual a extensão da sua obra?
  6. Por que a estátua em sua homenagem foi colocada àquela altura da praia de Copacabana?



Mural
Propor exposição de fotos. Todos que quiserem participar do mural, deverão entregar uma foto tirada no local, bem ao lado do poeta.


(Imagem internet|)







USO DOS TEXTOS NO PLANEJAMENTO DO PROFESSOR

Cidadezinha qualquer

  • TEXTO CURTO E DIRETO, QUE POSSIBILITA DESENVOLVER O CONCEITO DE CIDADE.
  • ÁREA RURAL E ÁREA URBANA.
  • PAISAGENS.
  • TEXTO DESCRITIVO  X  NARRATIVA POÉTICA.
  • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.
  • ILUSTRAÇÕES.



Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.




Futebol

  • TEMA DE APELO AFETIVO.
  • TEXTO DE OPINIÃO.
  • LINGUAGEM POÉTICA X  TEXTOS JORNALÍSTICOS.
  • EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS.
  • HÁBITOS E COSTUMES.
  • PAISAGENS.
  • LOCALIZAÇÃO: ONDE ESTOU?



Futebol se joga no estádio? 
Futebol se joga na praia, 
futebol se joga na rua, 
futebol se joga na alma. 
A bola é a mesma: forma sacra 
para craques e pernas-de-pau. 
Mesma volúpia de chutar 
na delirante copa-mundo 
ou no árido espaço do morro. 
São vôos de estátuas súbitas, 
desenhos feéricos, bailados 
de pés e troncos entraçados. 
Instantes lúdicos: flutua 
O jogador, gravado no ar 
- afinal, o corpo triunfante 
da triste lei da gravidade.




A Palavra Mágica 

  • TEXTOS DO COTIDIANO: CLASSIFICADOS E RECEITAS.
  • CRIAÇÃO DO DICIONÁRIO DAS PALAVRAS PREFERIDAS.
  • A ESSÊNCIA DA POESIA: UMA PERSPECTIVA DA REALIDADE.
  • CONCEITOS GRAMATICAIS: SERÁ "A PALAVRA" DE DRUMMOND UM SUBSTANTIVO, UM ADJETIVO, UM VERBO, UM ADVÉRBIO...?



Certa palavra dorme na sombra 
de um livro raro 
Como desencantá-la? 
É a senha da vida 
a senha do mundo. 
Vou procurá-la. 

Vou procurá-la a vida inteira 
no mundo todo. 
Se tarda o encontro, se não a encontro, 
não desanimo, 
procuro sempre. 

Procuro sempre, e minha procura 
ficará sendo 
minha palavra.




Caso Pluvioso

  • CONCEITOS DE CIÊNCIAS E GEOGRAFIA: MEIO AMBIENTE, PRESERVAÇÃO, RESPONSABILIDADE SOCIAL, O CICLO DA ÁGUA, PREVENÇÃO DE ENCHENTES etc.
  • A  DIALÉTICA (FILOSOFIA), A FIM DE INCENTIVAR NOSSOS ALUNOS A REPENSAREM O CONCEITO DE ECOLOGIA E SEUS DESDOBRAMENTOS EM CADA SÉRIE. A RESPONSABILIDADE SOCIAL, CONSERVAÇÃO DA VIDA NO PLANETA etc.
  • CONCEITOS GRAMATICAIS, FLEXÕES, VOCABULÁRIO, VERBETES, USO DO DICIONÁRIO.
  • A ESTRUTURA DO POEMA, VERSOS E ESTROFES ENTRE OUTROS.
  • A HISTÓRIA DA HUMANIDADE, FATOS HISTÓRICOS SEMELHANTES. A LINHA DO TEMPO. 
  • VEROSSIMILHANÇA, MUSICALIDADE, COMUNICAÇÃO, EXPRESSIVIDADE E CRIATIVIDADE.




A chuva me irritava. Até que um dia
descobri que Maria é que chovia.
A chuva era Maria. E cada pingo
de Maria ensopava o meu domingo.
E meus ossos molhando, me deixava
como terra que a chuva lavra e lava.
Eu era todo barro, sem verdura...
Maria, chuvosíssima criatura!
Ela chovia em mim em cada gesto,
pensamento, desejo, sono, e o resto.
Era chuva fininha e chuva grossa,
matinal e noturna, ativa...Nossa!
Não me chovas, Maria, mais que o justo
chuvisco de um momento, apenas susto.
Não me inundes de teu líquido plasma,
não sejas tão aquático fantasma!
Eu lhe dizia – em vão – pois que Maria
quanto mais eu rogava, mais chovia.
E chuveirando atroz em meu caminho,
o deixava banhado em triste vinho,
que não aquece, pois água de chuva
mosto é de cinza, não de boa uva.
Chuvadeira Maria, chuvadonha,
Chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha!
Eu lhe gritava: Pára! E ela, chovendo,
poços d’água gelado ia tecendo.
Choveu tanto Maria em minha casa
que a correnteza forte criou asa
e um rio se formou, ou mar, não sei,
sei apenas que nele me afundei.
E quanto mais as ondas me levavam,
as fontes de Maria mais chuvavam,
de sorte que com pouco, e sem recurso,
as coisas se lançaram no seu curso,
e era o mundo molhado e sovertido
sob aquele sinistro e atro chuvisco.
Os seres mais estranhos se juntando
na mesma aquosa pasta iam clamando
contra essa chuva, estúpida e mortal
catarata (jamais houve outra igual).
Anti-petendam cânticos se ouviram.
Que nada! As cordas d’água mais deliram,
e Maria, torneira desatada,
mais se dilata em sua chuvarada.
Os navios soçobram. Continentes
já submergem com todos os viventes,
e Maria chovendo. 
Eis que a essa altura,
Delida e fluida a humana enfibratura,
e a terra não sofrendo tal chuvência,
comoveu-se a Divina Providência,
e Deus, piedoso e enérgico, bradou:
Não chove mais, Maria! – e ela parou.



               Todos os poemas podem (e devem) ser interpretados pelos alunos. Leitura, jogral, sarau, exposição de paisagens coloridas e aquareladas, encenação e canções podem ser bem divertidos!
             

                  Os poemas abaixo foram musicados e se tornaram canções que só enriqueceram a cultura popular brasileira.
                   (Clique no nome do intérprete para conhecer e utilizar o recurso disponível na internet).




Milton Nascimento canta "Canção Amiga"

Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos

Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos

Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois caminhos se procuram
Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas

Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças

Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens


  • CABE A CRIAÇÃO DO DICIONÁRIO DA CANÇÃO: COMO DEVE SER A CANÇÃO?
  • LINGUAGEM VERBAL.
  • A INVENÇÃO DA ESCRITA: ANTIGUIDADE.
  • O PODER DA PALAVRA: PALAVRA QUE AMA  X  PALAVRA QUE FERE.


Paulo Diniz em "E agora José?"

E agora, José?
A festa acabou,
A luz apagou,
O povo sumiu,
A noite esfriou,
E agora, José?

E agora, você?
Você que é sem nome,
Que zomba dos outros,
Você que faz versos,
Que ama, protesta?
E agora, José?

Está sem mulher,
Está sem carinho,
Está sem discurso,
Já não pode beber,
Já não pode fumar,
Cuspir já não pode,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou,
E agora, José?

Sua doce palavra,
Seu instante de febre,
Sua gula e jejum,
Sua biblioteca,
Sua lavra de ouro,
Seu terno de vidro,
Sua incoerência,
Seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
Quer abrir a porta,
Não existe porta;
Quer morrer no mar,
Mas o mar secou;
Quer ir para minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
Se você gemesse,
Se você tocasse
A valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse...
Mas você não morre,
Você é duro, José!

Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato,
Sem teogonia,
Sem parede nua
Para se encostar,
Sem cavalo preto
Que fuja a galope,
Você marcha, José!
José, para onde?

Você marcha José, José para onde?
Marcha José, José para onde?
José para onde?
Para onde?

E agora José?
José para onde?
E agora José?
Para onde?


  1. MONTAR O PERSONAGEM JOSÉ, COLETIVAMENTE.
  2. QUEM É JOSÉ?
  3. O QUE GANHOU? O QUE PERDEU?
  4. QUANDO ACERTAMOS? QUANDO ERRAMOS?
  5. O QUE BUSCAVA JOSÉ? FELICIDADE: A BUSCA SEM FIM.

Tenhamos bom ânimo e bom trabalho!
Att. Help Português

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